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Município de
Carrazeda
de Ansiães

Pedras de Identidade

Foi em 1734 que a sede do concelho foi transladada do Castelo de Ansiães para o planalto onde hoje se estende a vila de Carrazeda de Ansiães. Este acontecimento terá tido a maior relevância nesse período da nossa história e perdurou no imaginário popular até hoje.
Confrontavam-se duas concepções: por um lado a pretensão de encontrar outro espaço mais sadio e com centralidade para se habitar à época e, por outro, a valorização da importância do simbólico e identitário do lugar original.
No confronto de posições, imagino uma frente conservadora e defensora dos privilégios e da herança histórica e a outra, voltada para uma perspectiva mais desafiadora e dirigida para o futuro, mais confiante e aberta a novos desideratos.
Os fundamentos em disputa ganharam relevância e consta que as posições terão sido assumidas com extremo radicalismo. Atesta-o histórica descrição da reacção popular à decisão da mudança da comarca, determinada simbolicamente pelo Juiz de Fora, Francisco de Araújo e Costa, ao mandar quebrar o pelourinho do Castelo e instaurar a construção de outro renovado, já na nova vila de Carrazeda de Ansiães.
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A história sempre se estabeleceu num dualismo entre fundamentações conservadoras e mais progressistas que, na sua dialéctica, vão determinando o caminho da evolução humana.
O projecto de escultura que proponho procura interpretar plasticamente este conceito dicotómico e remete para a importância de se saber ajuizar e decidir, valorizando equilibradamente os factores em apreço.
A implantação da escultura, frente à Praça do Município reveste-se de valoração emblemática já que se trata do lugar à volta do qual se instala o poder administrativo e se acredita que voltará a existir o poder judicial. Aqui se planeia, se decide e se determina o futuro.
A escultura constitui-se neste espaço como um elemento simbólico que nos referencie um facto histórico cujo significado na história do concelho testemunha o querer a perseverança em busca de um futuro melhor. Em concreto interpreta-se assim o acto simbólico do quebrar do antigo pelourinho do Castelo de Ansiães.
Sabe-se pelo que resta deste que, do capitel fazia parte o rosto esculpido de um velho ancião. No essencial a escultura é constituída por dois blocos de pedra e de forma/base paralelepipédica. Modela-se em duas faces conjuntas, um fragmento do rosto de um velho. Na sua instalação as faces dispõem-se desunidas representando o rosto do ancião, fracturado ao meio. A disposição desconjunta dos dois blocos esculpidos, sugere então a ideia de ruína e destruição intencional, da forma originalmente moldada.

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