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Município de
Carrazeda
de Ansiães

Resumo Histórico

O espaço geográfico que constitui o atual concelho de Carrazeda de Ansiães foi, desde tempos remotos, eleito pelo homem para aqui se fixar. A atestá-lo, estão os inúmeros locais identificados e que evidenciam vestígios de ocupações da Pré-História, como as pinturas rupestres do Cachão da Rapa, o Morro do Castelo de Linhares, o Monte da Senhora da Graça, o Monte das Chãs e a elevação do Castelo de Ansiães.
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    Pinturas Rupestres do Cachão da Rapa
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    Castelo de Linhares
Particularmente neste último sítio, recentes escavações arqueológicas têm demonstrado que a ocupação do local se iniciou durante o período Pré-Histórico designado por Calcolítico. Outros vestígios, também atribuídos a esta época recuada, são os monumentos megalíticos que existem no território concelhio. As antas de Zedes e de Vilarinho da Castanheira são, indubitavelmente, dois dos locais mais emblemáticos do concelho e da região de Trás-os-Montes e Alto Douro.
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    Anta de Vilarinho da Castanheira
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    Anta de Zedes

O espaço concelhio foi, ininterruptamente, ocupado durante os períodos cronológicos subsequentes, existindo atualmente vários e importantes vestígios da Idade do Ferro e da Romanização, onde se enquadra a estação arqueológica da Quinta da Ribeira, na aldeia de Tralhariz. No início do séc. XX foram aqui detetados importantes vestígios arqueológicos de uma antiga vila romana. Este arqueosito foi considerado como uma das mais importantes estações arqueológicas do período romano na Região do Alto Douro, devido ao aparecimento de mosaicos policromos de tipologia geometrizante e cuja cronologia se insere no séc. V.
A partir da Idade Média, a história do concelho de Carrazeda de Ansiães funde-se com a do Castelo de Ansiães. Este local adquire particular importância durante o processo da reconquista Cristã obtendo nesta altura a sua primeira carta de foral. O documento outorgado em meados do séc. XI pelo rei leonês Fernando Magno, constitui um dos mais antigos forais do espaço geográfico definido pelas atuais fronteiras do território português. Durante a fase Alti-Medieval, o local possuía já uma longa e reminiscente herança cultural, fator decisivo para se estruturar como centro fulcral na zona fronteiriça do rio Douro.
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    Castelo de Ansiães, vista geral do castelo e vila amuralhada
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    Castelo de Ansiães, pormenor da primeira linha de muralha
Os séculos XII, XIII, XIV e XV, definem um período exponencial de crescimento deste reduto amuralhado. Afonso Henriques em 1160; Sancho I, 1198; Afonso II, 1219 e finalmente D. Manuel I, em 1510 reconhecem e promulgam forais à Vila Amuralhada de Ansiães. A confirmação do foral de Afonso Henriques inclui já a primeira delimitação do seu termo que compreendia um espaço geográfico situado "per littore Dorio de cabeza de requeixo usque in fraga de azaiam et per portela de mauro usque in cima de ualle de torno cum suas teleiras usque in cruce de freisinel". Esta delimitação deixa implícita a confrontação a Oeste com Linhares que pela mesma altura de Ansiães terá também recebido Carta de Foral de Fernando Magno. No entanto, essa segunda circunscrição territorial sofreu um processo de decadência crescente e, no reinado de D. Sancho II, acaba por integrar o termo de Ansiães. Este primeiro alargamento territorial revela a consolidação crescente da importância urbana que a vila teve ao longo de toda a Idade Média. Mas, será na Baixa Idade Média que Ansiães se impõe estrategicamente numa região fulcral do expansionismo Cristão, adquirindo assim um estatuto urbano que atingiu o seu apogeu durante os séculos XIII e XIV. A vila impõe-se progressivamente como a cabeça de um território que abrange um espaço diversificado de recursos e onde vão proliferando pequenos aglomerados e casais agrícolas. Será nesse contexto que em 1277 o rei D. Afonso III lhe concede Carta de Feira. O processo dinâmico que conduziu à monumentalidade de Ansiães testemunha o seu antigo prestígio dentro da região transmontana, onde ao longo de toda a Idade Média se instituiu como um importante espaço concelhio. A dimensão e imponência desta antiga vila permitem adivinhar áureos momentos do seu secular desenvolvimento. Contudo, o final do séc. XV, e particularmente o séc. XVI, marcam o início de uma transformação demográfica traduzida numa perda cada vez mais acentuada da importância urbana, em função do desenvolvimento de outras localidades que constituíam o território concelhio. É certo que em 1443, o rei D. Afonso V atribui aos besteiros de Ansiães grandes privilégios e isenções, e que em 1510 o rei D. Manuel lhe outorga novo foral. Todavia, uma tendência de caráter depressivo começava a atingir o local e em 1527 algumas aldeias que constituíam o município contavam já com uma população superior à de Ansiães. Nas centúrias seguintes este movimento acabou por se agudizar, culminando na transferência dos Paços do Concelho para Carrazeda, ato que ocorreu em 1734 pelo fato de no antigo reduto residir um número bastante reduzido de pessoas.
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    Antigos Paços do Concelho
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    Pelourinho de Carrazeda de Ansiães
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